terça-feira, 24 de agosto de 2021

CPI ouve sócio da Belcher, empresa que queria intermediar venda da vacina Convidecia




A CPI da Covid ouve nesta terça-feira (24) o empresário Emanuel Catori, diretor-presidente da Belcher Farmacêutica. A empresa se apresentava como representante do laboratório chinês CanSino, fabricante da vacina Convidecia, durante as negociações com o governo brasileiro.

Nesta segunda (23), a exemplo de outros depoentes que compareceram à CPI, Catori obteve no Supremo Tribunal Federal o direito de não responder a perguntas que possam incriminá-lo.

A convocação do empresário foi mais um desdobramento da frente de investigação sobre a atuação de empresas intermediárias nas tratativas com o Ministério da Saúde, uma das principais linhas de apuração da CPI.

Senadores veem semelhança na atuação da Belcher com a da Precisa Medicamentos, que representou um laboratório indiano na venda da vacina Covaxin e está sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público sob suspeita de irregularidades.

A CPI também busca apurar se há relação entre a Belcher com empresários bolsonaristas e com o líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). A empresa tem sede em Maringá, reduto político do parlamentar.

Em depoimento à CPI, Barros saiu em defesa do imunizante e admitiu conhecer um dos sócios, cujo pai atuou na gestão de Barros quando ele era prefeito de Maringá .

Em junho, o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Correia de Medeiros, assinou uma carta de intenção de compra de 60 milhões de doses imunizante chinês. A Belcher atuaria como a intermediária da venda. Cabia a Emanuel Catori participar das negociações com o governo brasileiro.


POR G1