
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (2) que a proibição das casas de apostas interrompeu um fluxo diário de cerca de R$ 600 milhões destinados às plataformas. Segundo ele, os dados foram fornecidos pelo Banco Central.
“A movimentação diária para casas de apostas, antes de sexta-feira passada, rodava em torno de R$ 600 milhões por dia. É uma movimentação que deixou de existir a partir de sábado. Tivemos um fluxo de R$ 600 milhões que foi basicamente anulado depois da medida”, declarou.
Durigan também mencionou uma redução nas transações via Pix. Dados preliminares do Banco Central indicaram uma queda de 10% nas operações entre sábado (26) e segunda-feira (28). De acordo com o ministro, há indícios de que parte dos recursos esteja sendo direcionada a outros setores da economia, mas o governo ainda apura essa movimentação.
O ministro se reuniu nesta sexta com o titular da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para discutir a aplicação das medidas. Após o encontro, os dois informaram que o governo encaminhou cerca de 10 mil sites de apostas à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para bloqueio.
Durante o balanço, Durigan também afirmou que foram identificadas 48 contas em plataformas de apostas com saldos superiores a R$ 500 mil. A equipe econômica suspeita que essas contas possam ter sido utilizadas para lavagem de dinheiro.
A medida provisória publicada em 25 de setembro proibiu novos aportes nas plataformas de apostas. Os usuários podem solicitar a retirada dos valores até as 23h59 de 5 de outubro. A partir do dia 6, os sites e aplicativos deverão sair do ar.
Pelo cronograma anunciado, as empresas deverão informar os saldos remanescentes às instituições financeiras entre 7 e 8 de outubro. Os bancos terão de 9 a 14 de outubro para devolver os valores aos apostadores. Caso haja impedimentos, a Caixa Econômica Federal ficará responsável por receber os recursos e providenciar a devolução.
Por: Metro1