Enviados pelo Governo do Estado, os equipamentos são considerados um apoio estratégico diante do aumento nos índices de infestação no município. O trabalho começa com cinco carros, e outros cinco devem chegar nos próximos dias.
O prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo, destaca que a parceria com a gestão estadual é fundamental no enfrentamento às doenças. “A chegada desses carros fumacê fortalece nossa linha de frente no combate ao mosquito. Agradeço ao governador Jerônimo Rodrigues e à secretária de Estado da Saúde, Roberta Santana, por este apoio tão importante para que possamos proteger nossa população e garantir que o aedes Aegypti não avance mais em nossa cidade”, afirma o gestor.
Segundo o secretário de Saúde de Alagoinhas, Luciano Sérgio, a decisão sobre o momento do envio dos equipamentos foi baseada em análises técnicas, a partir do monitoramento diário do panorama da dengue, zika e chikungunya na cidade e do compartilhamento de informações com o Estado. “A operação do fumacê também seguirá um cronograma baseado em critérios técnicos e nas estatísticas de infestação. Nossa estratégia é priorizar as áreas que apresentam os maiores índices, de acordo com o nosso monitoramento. Diante do aumento nos números casos suspeitos e confirmados, precisamos agir com precisão onde o risco é maior”, pondera.
O diretor do Núcleo de Saúde da Região Nordeste, Rogério Ramos, explica que a utilização dos carros fumacê precisa ser feita no momento certo, de forma racional. “Levamos em consideração critérios como o número de casos, se há situação de epidemia, pois o custo-benefício precisa ser muito bem calculado. O fumacê é um anseio das pessoas, mas, se utilizado de forma indiscriminada, pode provocar problemas ambientais e riscos à saúde humana. Além disso, os mosquitos que permanecerem vivos podem criar resistência e o inseticida perderia a eficácia”.
De acordo com último boletim epidemiológico, divulgado pela Vigilância em Saúde nessa terça, 5, Alagoinhas contabiliza este ano 1.374 casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya. Deste total, 198 casos foram confirmados e 288 descartados. Outras 888 notificações seguem em investigação. O monitoramento não leva em consideração os casos em que um mesmo paciente com sintomas representa três notificações, uma para cada doença.
“O reforço do carro fumacê é muito importante, mas nós continuamos intensificando o trabalho dos agentes de endemias, aplicando inseticida com bomba costal e vistoriando imóveis para identificar e eliminar os focos. É importante que a população compreenda que esta ação de casa em casa continua sendo a mais eficaz. Alagoinhas é uma cidade com mais de 160 mil habitantes e naturalmente não conseguimos estar em todos os lugares ao mesmo tempo, por isso, é fundamental que os moradores adotem os cuidados necessários. Somente assim, todo mundo junto, conseguiremos vencer o aedes”, comenta a diretora da Vigilância em Saúde do Município, Claudine Ramos.
- Abrir portas e janelas para o inseticida entrar no imóvel e atingir os mosquitos que se escondem em locais escuros e frescos;
- Proteger alimentos e água – incluindo vasilhas de água dos animais de estimação;
- Não deixar roupas secando do lado de fora durante a aplicação;
- Pessoas e animais devem ficar em um cômodo fechado durante a passagem do veículo;
- Atenção redobrada: pássaros e peixes são muito sensíveis, por isso, é importante cobrir bem as gaiolas e os aquários.


