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A deputada — Foto: TV Globo
Considerada foragida da Justiça brasileira, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) seguirá presa na Itália enquanto aguarda uma nova decisão no processo que julga sua extradição ao Brasil.
Zambelli voltou nesta quarta-feira (27) a um tribunal de Roma, na Itália, para uma audiência dentro do processo em que a Justiça italiana analisa o pedido de extradição feito por autoridades brasileiras. A defesa da deputada licenciada também solicitava que ela aguardasse pela decisão em liberdade.
Na sessão desta quarta, no Tribunal de Apelações da capital italiana, o juiz pediu mais tempo para analisar documentos relacionados ao caso e encerrou a audiência sem decisão. Zambelli, portanto, seguirá presa enquanto espera um novo parecer da Justiça italiana.
A Justiça informou que uma nova decisão pode sair ainda nesta quarta.
Há duas semanas, Zambelli chegou a ir ao mesmo tribunal, mas alegou estar passando mal, e a audiência foi adiada. Na ocasião, a juíza responsável solicitou uma perícia médica, da qual participaram o médico da defesa e outro do governo brasileiro. Ambos chegaram à conclusão de que ela tinha condições para permanecer presa e que estava sofrendo de depressão.
Os advogados disseram estar otimistas e afirmaram que ela precisa de "cuidados especiais".
"Nós da defesa estamos muito otimistas, já que ela não representa nenhum risco de fuga, além de toda a parte médica, que ela necessita uma atenção especial", disse Fabio Pagnozzi, um dos advogados de Zambelli.
Pelas redes sociais, Pagnozzi disse que um "desfecho" do caso deve acontecer dentro de um prazo de 24 horas e 48 horas a partir do fim da audiência desta quarta. A Justiça italiana não se pronunciou sobre o caso.
A defesa da deputada alega questões de saúde para pedir sua liberdade e, em paralelo, apresentou ao juiz um outro pedido de soltura, alegando que o governo brasileiro não fez um pedido de prisão preventiva.
Em entrevista na saída da sessão, em Roma, os advogados de Zambelli afirmaram esperar que ela seja solta "a qualquer momento".
No entanto, a Corte Suprema da Itália já afirmou que um pedido de prisão na lista de alerta vermelho da Interpol, caso da parlamentar brasileira, é equivalente a um pedido de prisão em âmbito internacional, e o Tratado de Extradição Itália-Brasil, no artigo 13,2, introduz expressamente a equivalência entre pedido em âmbito Interpol e pedido de aplicação de medidas cautelares.
Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dias após a condenação, ela deixou o país e informou que estava na Itália.
O ministro do STF Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão para a deputada, e ela foi então presa na Itália no fim de julho. Agora, a Justiça italiana analisa um pedido de extradição de Zambelli par ao Brasil.
Por Redação g1