
O técnico Renato Paiva reconheceu o jogo ruim do Bahia contra o Goiás, neste sábado (20), na Arena Fonte Nova. O Esquadrão até saiu na frente, mas viu o Esmeraldino empatar ainda na etapa inicial. O início do primeiro tempo, inclusive, foi classificado por Paiva como o pior momento do time na partida.
"Na primeira parte, estivemos incomodados, o Goiás melhor que nós. Nunca encaixamos as marcações, uma confusão tremenda dentro de campo, quase mandei parar o jogo para fazer alguns acertos. Mas a equipe não entrou bem. Erros não forçados. Fomos nos recompondo aos poucos, mas sem sermos brilhantes. Fizemos o primeiro gol com alguma sorte, pois é uma bola de um arremate de Biel que chega para Everaldo, que fez um excelente gol. Mesmo sem merecer, chegamos à vantagem, e eu pensei que isso ia tranquilizar a equipe. Não tranquilizou. Mas depois sofremos um gol infantil. A bola passa em um espaço mínimo, a barreira abre, uma falta na minha opinião desnecessária. Foram muitos erros que a equipe cometeu", disse.
A insatisfação fez o treinador mudar no intervalo. Ao colocar Acevedo no lugar de Gabriel Xavier, o técnico alterou o esquema de um 3-4-3 para um 4-3-3. Na visão dele, houve uma melhora.
"Na segunda parte, sem sermos brilhantes, fomos melhores. Com mais bola, mais equilibrados, menos espaço para o adversário nos atacar, mas não conseguimos ser a equipe que eu quero que sejamos. Estou satisfeito com o esforço dos jogadores, mas com a qualidade do jogo não estou", destacou.
Renato Paiva confessou, ainda, que a forma de sair jogando do Goiás o surpreendeu e citou o "cansaço mental" dos jogadores como um dos fatores para tantos erros.
"Os erros foram dois. Primeiro meu, porque eu me preparei, ao ver os Goiás em quase todos os jogos, em uma saída a três. E o Goiás não fez saída a três, fez saída a dois. Houve uma confusão entre Everaldo, Biel e Ademir, e eu tive que parar para corrigir. Eles sempre conseguiam encontrar um homem livre. Depois, senti os jogadores, com o acumular dos jogos, com cansaço mental. Os erros não forçados têm um pouco a ver com isso. É um ciclo de jogos pesado, viagens, que pesa nos jogadores", ponderou.
O Bahia voltará a campo apenas no dia 28 de maio, um domingo, para enfrentar o Internacional, no Beira-Rio, às 16h. A semana cheia de trabalho foi comemorada por Paiva.
"Não tenho dúvidas. Eu e acho que qualquer treinador. Tempo para trabalhar precisamos tempo. Neste caso, precisamos também para recuperar. Vamos partir agora para dois jogos fora no campeonato, dois jogos complicados. Há ciclos no Brasileirão. São 7 rodadas, há muito caminho pela frente. Sabemos quem somos e o que estamos a fazer", pontuou.
Por Nuno Krause Bahia Notícias