
Foto: Valter Campanato / AgĂȘncia Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou, nesta quinta-feira (20), um termo de compromisso firmado com a Shein para a nacionalização dos produtos ofertados pelo gigante asiåtico em até quatro anos.
"Os produtos serĂŁo feitos no Brasil. Ă muito importante para nĂłs que eles vejam o paĂs nĂŁo sĂł como mercado consumidor, mas como uma economia de produção", afirmou Haddad.
Segundo o ministro, a Shein também se comprometeu a aderir ao plano de conformidade da Receita Federal. Em contrapartida, disse, a varejista exigiu que a regra valha para todos.
"Nós, obviamente, não queremos nada diferente. Queremos condiçÔes iguais para todo mundo. Segundo eles, se a regra valer para todo mundo, eles absorverão os custos dessa conformidade, não repassarão ao consumidor", afirmou Fernando Haddad.
O acordo foi feito nesta manhã, em reunião no gabinete do Ministério da Fazenda em São Paulo, na avenida Paulista. O presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, foi o intermediador.
Nesta tarde, Haddad irå se reunir com o IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo). Na pauta estarå a isenção de imposto para mercadorias até US$ 50 (R$ 252).
O compromisso com a Shein atende ao pedido do presidente Luiz Inåcio Lula da Silva de resolver o problema da sonegação de impostos no comércio eletrÎnico de maneira administrativa.
Haddad disse que irĂĄ seguir "o exemplo dos paĂses desenvolvidos".
"Eles chamam no exterior de digital taxa, um imposto digital. Quando o consumidor comprar, ele estarĂĄ desonrado de qualquer tipo de imposto. O tributo terĂĄ sido feito pela empresa, sem repassar para o consumidor nenhum custo adicional", afirmou.
Para Haddad, o acordo com a Shein facilita a conversa com outras empresas de comércio eletrÎnico estrangeiro, como Shoppee e Aliexpress. Estas duas jå se manifestaram a favor do plano de conformidade da Receita.
"Vai ganhar o comercio, a atividade econÎmica. Vamos ter geração de emprego. Estamos no caminho que me parece o justo", afirmou Haddad.
O ministro se encontra na semana que vem com governadores para acertar detalhes de como a tributação do varejo online serĂĄ revertida aos estados, tambĂ©m prejudicados pela sonegação fiscal de marketplaces nas compras internacionais entre pessoas fĂsicas.
Por Ana Paula Branco | Folhapress