quinta-feira, 6 de abril de 2023

Polícia do DF prende grupo acusado de roubar idosos e promover ostentação; uma das envolvidas atuava na BA

 

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma operação comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta quarta-feira (5), uma organização criminosa que se especializou em fraudes eletrônicas em todo o território nacional. Os acusados mantinham uma vida de ostentação nas redes sociais, com passeios de lancha, banhos em piscinas com borda infinita, viagens nacionais e internacionais, camarotes reservados em shows de artistas famosos.

 

Ao todo, os agentes cumpriram quatro mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro; e um mandado de prisão temporária e dois de busca e apreensão na Bahia. Um dos suspeitos ainda está foragido. As autoridades investigam a hipótese de que o grupo pode ter movimentado cerca de R$ 3,8 bilhões em quatro anos de operação.

 

Conforme publicou o UOL, foram detidos Breno Nunes Maselli, de 21 anos; Felipe Barros de Carvalho Filho, de 28 anos, e Thays Vilela Coutrim, de 25 anos, que estavam no Rio; além de Luana Boaventura dos Santos Almeida, de 29 anos, em Salvador.

 

O grupo, composto por três homens e duas mulheres, obtinha os dados pessoais e financeiros das vítimas, em sua maioria idosos, e, por meio de centrais telefônicas clandestinas instaladas em empresas de fachada, telefonavam para elas se passando por funcionários da área segurança da instituição financeira em que elas possuíam conta.

 

Segundo João de Ataliba Nogueira, delegado-chefe do 38° DP de Vicente Pires, no Distrito Federal, ao efetuarem ligações por meio de números 0800, e em posse de informações financeiras precisas das vítimas, os autores passavam "grande credibilidade" e induziam as vítimas ao erro, ao afirmarem que suas contas bancárias estariam sob suspeita de fraude.

 

Segundo a polícia, durante a investigação, os agentes encontraram dezenas de fotos e vídeos, publicados nos stories de alguns suspeitos, comprovando a ostentação do grupo. Incluindo imagens que comprovam viagens para Inglaterra, França, Israel, Argentina e até Jordânia.

 

Os investigados responderão pelos crimes de fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Caso sejam condenados, por cada crime de estelionato praticado contra idosos, os autores estarão sujeitos a uma pena que pode alcançar os dez anos de prisão.

 

Pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa eles estão sujeitos a uma pena que pode alcançar 13 anos de prisão.