Julho é delas: as mulheres negras de Alagoinhas, para as quais a Secretaria de Assistência Social (SEMAS) preparou uma programação especial, iniciada quarta-feira ( 06) com a Oficina de Formação Julho das Pretas: Apagamento e Invisibilidade Nunca Mais, tendo por público alvo os Técnicos do SUAS traz como proposta fortalecer a instrumentalidade desses trabalhadores a fim de garantir o desenvolvimento de atividades que resgatem a trajetória e importância das mulheres negras na sociedade, fomentando o protagonismo e emancipação das mulheres assistidas pelo SUAS.
Durante a atividade no CIAS, diversos materiais foram distribuídos às mulheres presentes, como o Estatuto da Igualdade Racial e panfletos com informações que podem salvar vidas, como os números da Rede de Proteção à Mulher (descritos ao final da matéria). Dados relativos aos indicadores de violência doméstica também foram apresentados. Nesse panorama, 80% das mulheres acompanhadas pela Rede é de negras.
Uma vez que a dependência financeira é um dos principais fatores que impedem algumas mulheres de deixarem relacionamentos abusivos, também foi divulgado o Programa Qualifica Alagoinhas, que, periodicamente, oferece oficinas de geração de renda nos CRAS e CIAS.
A Ouvidoria para Elas, que completou 1 ano no início do mês, também foi ponto de pauta. Trata-se de um canal aberto especializado no acolhimento e na escuta das vítimas de violência doméstica. Outro instrumento importante nessa batalha é o aplicativo SOS para Elas, que pode ser acionado pelas mulheres com medidas protetivas, a fim de enviar sua localização por GPS para a Rede de Proteção, caso o agressor chegue perto.
Conceitos como empoderamento, coletividade, dororidade , feminismo, territorialidade e afeto serviram como fios condutores das discussões levantadas pela Coordenação de Políticas Públicas para as Mulheres da SEMAS, com o propósito de substituir o sentimento de culpa pela consciência do sistema opressor. Muitos relatos foram compartilhados, relativos aos processos de embraquecimento (quando as negras se sentem coagidas a alisarem seus cabelos para serem aceitas), racismo recreativo dentro das próprias famílias, o envolvimento em relações abusivas devido à baixa autoestima, dentre outros.
“É um momento de fortalecimento e conexão não apenas com as dores em comum, mas também com a possibilidade de construir alternativas para construção ou retomada de projetos de vidas, desenvolvimento da autonomia, assistência, apresentação de informações para conhecimento da rede de proteção local. Essa campanha possibilita trocas que estimulam as mulheres a se reconectarem com a força ancestral e com as políticas local existentes para superação das adversidades que demarcam a vida das mulheres negras””, ressaltou a coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres da SEMAS Jamile Oliveira.
Contatos da Rede de Proteção à Mulher
Central de Atendimento à Mulher (CRAM): 75-34224545/998078521 (Whatsapp)
Patrulha Maria da Penha: 75- 99707 1849/34238324
Ministério Público: 75-34222593/34212785
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM): 75- 34228455/34231434
Defensoria Pública: 75-34228438
Ouvidoria para Elas: 75-999059339
2ª Vara Crime: 75-34238987
Procuradoria da Mulher: 75-31823318
CREAS: 75-31631017
Conselho Tutelar I: 75-34238385
Conselho Tutelar II: 75-34235244
Confira a programação ao longo da semana:
- 12/07
CRAS Riacho da Guia-13:30h
- 13/07
CRAS Nova Brasília-09h
Unidade de Acolhimento Provisório a População em Situação de Rua-13:30h
CRAM-13:30h
- 14/07
CRAS Boa União- 08:30h
CREAS- 13:30h
- 15/07
CRAS Praça do CEU- 13:30h




