O coordenador-geral da Federação Única de Petroleiros (FUP), Deyvd Bacelar, se manifestou sobre o anúncio da Petrobras da criação de um programa para apoiar famílias de baixa renda a comprarem o gás de cozinha, com o preço acima de R$ 100 em quase todo o país.
Segundo a liderança da entidade, o valor de R$ 300 milhões desembolsados pelo governo federal "é um desrespeito às famílias" que hoje chegam a abrir mão do gás e cozinham com lenha, pois é capaz de atingir somente 2% dos beneficiários do Bolsa Família. A nota destaca que esta é "uma parcela muito pequena diante das necessidades da população cada vez mais empobrecida".
A carta enviada à imprensa reforça que o preço alto para os consumidores é resultado da política de reajuste baseada nas "cotações internacionais do petróleo" e na variação cambial, o que também impacta no valor dos combustíveis.
De acordo com o coordenador da FUP, a situação continuará a mesma se não houver uma mudança na política de preços de paridade de importação (PPI), e que enquanto isso é necessário que o governo consiga dar uma assistência à altura da dimensão da população pobre que sofre para comprar o gás de cozinha.
A proposta de injetar R$ 300 milhões somente alivia a "consciência" do governo que já aumentou 87% o preço do gás nas refinarias, destaca o líder da FUP — 38,1% somente em 2021.
POR A TARDE