quinta-feira, 13 de maio de 2021

AGU pede ao Supremo que garanta direito de Pazuello de ficar calado na CPI

AGU pede ao Supremo que garanta direito de Pazuello de ficar calado na CPI
Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta quinta-feira (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que garanta o direito do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de ficar calado no depoimento à CPI da Covid.

 

Além de ficar calado sempre que entender que não precisa responder a perguntas dos senadores, a AGU pediu que o ex-ministro da Saúde possa ficar imune a algumas medidas, como prisão, de acordo com o G1.

 

Em 29 de abril, a CPI da Covid aprovou a convocação de Pazuello, o que obriga o ex-ministro a comparecer à comissão. Na ocasião, o depoimento foi marcado para 5 de maio.

 

Porém, um dia antes do depoimento, em 4 de maio, Pazuello informou ter tido contato com duas pessoas que contraíram Covid e que, por isso, deveria permanecer de quarentena. Diante disso, pediu para prestar depoimento por videoconferência ou para adiar sua ida à CPI. O depoimento, então, foi remarcado para o próximo dia 19.

 

O ex-ministro é investigado por suposta omissão no enfrentamento da pandemia no Amazonas. A apuração tem como foco o colapso da saúde em Manaus, no início deste ano. O Ministério Público Federal aponta que o então ministro Pazuello sabia do iminente colapso no abastecimento de oxigênio medicinal desde dezembro, mas só enviou representantes ao Amazonas em janeiro.

 

O ministério também teria atrasado o envio de oxigênio ao estado e, mesmo sabendo do déficit nos estoques, teria optado pelo envio de cloroquina - medicamento com ineficácia comprovada científica para tratar a Covid.