
Segundo o Plano Nacional de Imunização, nas primeiras fases serão vacinados grupos específicos, como trabalhadores da saúde, idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de segurança, indígenas e quilombolas.
Pazuello explicou que o ministério provavelmente vai receber mais de um tipo de imunizante, mas as pessoas receberão as duas doses da vacina de um mesmo laboratório, até porque são de tecnologias diferentes. “Nós vamos monitorar todas essas aplicações para que a segunda dose seja dada efetivamente de um mesmo laboratório que aquela pessoa tomou. Isso é um grande processo de controle e monitoramento”.
O plano da pasta, divulgado no início do mês, lista 13 vacinas que estão na 3ª e última fase de estudos e que podem ser aprovadas para aplicação em massa no Brasil. Nesse rol está a CoronaVac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. O imunizante é aposta do governador João Doria (PSDB), adversário político de Bolsonaro, para começar a vacinar a população paulista em 25 de janeiro.
No fim de outubro, o Ministério da Saúde informou que compraria 46 milhões de doses da CoronaVac. O protocolo de intenções que estabelece as condições da compra foi assinado pelo ministro Eduardo Pazuello. Um dia depois, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro decidiu cancelar o acordo.
Eis a lista completa de laboratórios que desenvolvem as 13 vacinas listadas no plano nacional (na ordem em que aparecem no documento):
- Sinovac (China);
- Instituto de Biologia de Wuhan (China);
- Instituto de Produtos Biológicos de Pequim (China);
- Novavax (EUA);
- CanSino (China);
- Janssen (Bélgica);
- AstraZeneca/Oxford (Suécia e Reino Unido);
- Instituto Gamaleya (Rússia);
- Pfizer/BionTech (EUA e Alemanha);
- Moderna (EUA);
- Anhui Zhifei Longcom Biopharmaceutical (China);
- Bharat Biotech (Índia); e
- Medicago Inc. (Canadá).
Pazuello garantiu que a vacina será voluntária e disponibilizada, de forma gratuita, nas salas de vacinação em cada município. “Nós vacinaremos todos os brasileiros de forma igualitária, de forma proporcional ao número de pessoas por Estado, e de graça. Confiem nisso, confiem na estrutura do SUS [Sistema Único de Saúde]. Confiem que aqui existem pessoas que estão realmente trabalhando diuturnamente para que a gente tenha a vacina distribuída o mais rápido possível e a todos os brasileiros”.
Com informações da Agência Brasil