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O advogado de Fabrício Queiroz, Paulo Emílio Catta Preta, se reuniu com o cliente e ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro no início da tarde desta quinta-feira (18), na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, no Rio de Janeiro. Após a reunião, Catta Preta revelou alguns pontos do diálogo com o cliente, entre eles, que foi contratado como representante de Queiroz há cerca de 10 ou 15 dias. O ex-assessor foi preso em operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta.
Catta Preta foi o advogado contratado pela família do ex-policial Adriano da Nóbrega, morto em operação da polícia da Bahia na cidade de Esplanada no início do ano. Da Nóbrega era acusado de ser o chefe de um grupo criminoso formado por matadores de aluguel, que ficou conhecido como "Escritório do Crime".
O advogado revelou que acha possível que a família da Nóbrega possa ter indicado seus serviços a Queiroz, uma vez que eles eram ligados.
Catta Preta ainda revelou que conversou apenas por cerca de 20 minutos com o cliente nesta quinta, e que nenhum assunto foi aprofundado. Mas informou que fará um pedido de revogação da prisão preventiva, que não tem prazo para acabar, e "mais adiante, conhecendo a investigação", vai preparar estratégia da defesa.
A defesa de Queiroz vai tentar tranferi-lo para um batalhão, onde policiais ficam presos. O advogado afirmou que por Fabrício ser um policial reformado, ele tem esse direito. Além disso, Catta Preta ainda revelou que o cliente teme por sua vida e que desde que o caso ganhou repercussão tem sofrido ameaças. No entanto o advogado não especificou que tipo de ameaças o cliente sofreu.
A mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, é considerada foragida, uma vez que teve o pedido de prisão emitido e não foi localizada pela polícia. Catta Pretta disse não ter tido contato com ela, mas reconheceu que fará a defesa de Márcia também.
por Jade Coelho/ BN