segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Bolsonaro diz que reforma administrativa vai demorar 'um pouquinho mais'

Bolsonaro diz que reforma administrativa vai demorar 'um pouquinho mais'
Foto: Marcos CorrĂȘa/PR
O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (17) que a proposta de reforma administrativa deve levar mais tempo para ser concluída e que não sabe quando ela serå enviada ao Congresso. A apresentação do texto, sendo elaborado pela equipe econÎmica, estava prevista para os próximos dias.

"Vai aparecer, nĂŁo sei quando. Mas vai demorar um pouquinho mais ainda", disse ao chegar ao PalĂĄcio da Alvorada apĂłs viagem ao litoral de SĂŁo Paulo iniciada na sexta-feira (15).

Nos Ășltimos dias, o ministro Paulo Guedes (Economia) adotou posição de cautela e segurou a apresentação da reforma, que altera carreiras e salĂĄrios dos servidores pĂșblicos, atĂ© que lĂ­deres do Congresso deem aval Ă s medidas. 

O pacote tinha previsĂŁo inicial de ser apresentado junto com a proposta de pacto federativo (que propĂ”e alteração de regras fiscais e orçamentĂĄrias), no começo do mĂȘs. Mas a reestruturação do serviço pĂșblico foi adiada.

  AtĂ© os Ășltimos dias, a equipe econĂŽmica trabalhava com a divulgação na prĂłxima terça-feira (19). 

A reforma Ă© considerada sensĂ­vel porque atinge uma categoria de trabalhadores que tem forte lobby no Congresso. 

A frente parlamentar do serviço pĂșblico, por exemplo, tem 255 deputados, o que corresponde a quase metade dos 513.

No pacote que serĂĄ enviado Ă  CĂąmara, hĂĄ instrumentos como PEC (Proposta de Emenda Ă  Constituição), que exige trĂȘs quintos dos votos para ser aprovada, e Projeto de Lei Complementar, que depende do aval da maioria absoluta dos parlamentares 

Durante breve contato com a imprensa, Bolsonaro ainda ouviu uma pergunta sobre a decisĂŁo do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, que requisitou que fossem enviados Ă  corte todos os relatĂłrios financeiros produzidos nos Ășltimos trĂȘs anos pelo antigo Coaf, alĂ©m de representaçÔes fiscais da Receita Federal. 

A medida foi criticada por integrantes do MinistĂ©rio PĂșblico Federal e congressistas, que temem uma devassa em informaçÔes sigilosas.

"Eu sou chefe do Poder Executivo, tå?", disse ele após ser perguntado se a decisão poderia representar uma espécie de devassa por parte de Toffoli.
 

por FĂĄbio Pupo | Folhapress